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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Brasil poderá ter tecnologia 4G para a Copa.


Com primeiro contrato firmado, Brasil dá início a projeto de oferta de internet 4G na Copa



O governo brasileiro deu o primeiro passo, na semana passada, para cumprir uma meta ousada a que se propôs quando se dispôs a sediar a Copa do Mundo de 2014: oferecer serviço de internet rápida de quarta geração em todas as cidades-sede da Copa, incluindo nos estádios que receberão as partidas.
A internet móvel de quarta geração pode alcançar uma velocidade até dez maior do que os serviços 3G, atualmente disponíveis. O serviço que será disponibilizado em Brasília será a primeira banda larga 4G da América Latina. 
No último dia 22, o presidente da Telebras, Caio Bonilha, assinou com um representante da operadora de TV Sky um contrato para oferecimento de internet móvel de quarta geração na cidade de Brasília. O plano é ampliar a oferta para outras cidades partir de 2012. Não foram divulgados os valores envolvidos. 
A Telebras tem até 30 dias para entregar o sinal à Sky. Já a operadora, que tem como acionistas as Organizações Globo e a multinacional DirecTv, tem previsão de lançar o serviço no fim de outubro na capital federal.
UOL Esporte questionou a Sky sobre o valor do contrato com a Telebras, se as cláusulas preveem um plano de expansão para outras cidades e quais seriam os preços do serviço, entre outras perguntas. Através de sua assessoria de imprensa, porém, a empresa afirmou que "infelizmente, a SKY não está falando sobre este novo serviço". 
A promessa do ministério das Comunicações é a de que as redes de telefonia celular 4G, que já estão em pleno funcionamento nos Estados Unidos, em parte da Europa e na Ásia, estarão operantes nas 12 cidades que receberão a Copa do Mundo em 2013.
“Para a implementação da rede 4G será necessário o leilão de uma faixa de frequência, o que deve ocorrer até abril de 2012. Nas 12 cidades-sede, a nova tecnologia terá que estar disponível até abril de 2013, em tempo da Copa das Confederações”, explica Fábio Koleske, assessor do Ministério das Comunicações para o planejamento do Mundial.
O plano se originou no fato de, em 2007, o Brasil ter se comprometido com 11 garantias com a Fifa (organizadora da Copa) para receber o Mundial de futebol. Elas vão desde isenções tributárias até "estimular a expansão do uso de redes e serviços de telecomunicações pelos serviços de interesse público e providenciar a entrega de um moderno sistema de telecomunicações e tecnologia para a Copa".

R$ 200 MI EM FIBRA ÓTICA

  • Divulgação
    É o quanto vai gastar o governo brasileiro para levar conexão de internet rápida para todos os estádios e centros de treinamento da Copa do Mundo de 2014
Internet nos estádios
Também em virtude desta cláusula, que é a 11ª Garantia, o governo decidiu direcionar R$ 200 milhões, via Telebras, para a construção do cabeamento de fibras óticas até todos os estádios, concentrações e centros de treinamento da Copa, para tornar possível que uma operadora privada forneça internet móvel 4G dentro das arenas.
A decisão de investir R$ 200 milhões em cabos de fibra ótica para levar a internet de última geração a todos os estádios da Copa, incluindo praças como Manaus (AM) e Cuiabá(MT), onde dificilmente esses serviços serão economicamente exploráveis após o torneio, veio após reuniões entre a Telebras, o COL (Comitê Organizador Local da Copa) e Oi, a empresa parceira da Fifa para serviços de telecomunicações.
A rigor, não havia a obrigatoriedade de o governo brasileiro prover estes cabos, mas acabou-se por decidir que seria a Telebras a responsável pelos investimentos. A justificativa da empresa é a que, após a Copa, esses cabos continuarão como propriedade da empresa, que poderá tentar tornar sua exploração economicamente viável.
Procurada, a Oi não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre quanto custará o serviço e sobre as negociações que levaram à decisão de ser a Telebras a responsável pelo cabeamento.

Fonte: UOL

terça-feira, 17 de maio de 2011

Melhoria do sinal de celular vai custar caro.

Teles terão que investir até R$50 bi para poder melhorar a qualidade do sinal no Brasil. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
É óbvio que não são apenas os setores públicos que entrarão em colapso quando ocorrer a Copa e as Olimpíadas. Como vemos, o setor de telefonia móvel, que está, praticamente, nas mãos do setor privado, entrará em colapso até lá. Segundo as teles, o aumento inesperado de usuários de internet banda larga, além do aumento na venda de aparelhos celulares, pegou as empresas desprevinidas.
Convenhamos: em um país onde milhões de pessoas saíram da pobreza, e estão entrando na classe média, tal evento seria mais do que esperado. E, nos últimos tempos, temos acompanhado, ano a ano, o crescimento das linhas móveis pelo País. Isso demonstra a falta total de comprometimento das teles em melhorar o sinal no país. Tudo bem, o Brasil não é apenas um paisinho qualquer, mas sim um país com dimensões continentais, e tal crescimento é demorado. Ainda mais quando deve ser realizado de maneira emergencial. O déficit de antenas no País, de acordo com a Folha, é de 50 mil. Só para se ter uma idéia, no Reino Unido, cuja área equivale a 3% da brasileira, há 57 mil antenas, uma a cada 4 km2. Nos EUA, há uma a cada 37 km2. Já no Brasil, essa média é de uma torre a cada 169 km (Folha).

A falta de fiscalização por parte da Anatel pode ser um dos motivos. Apenas recentemente a agência começou a coletar os dados, e verificou que problemas de sinais somam 5% das reclamações em call centers (isso quando o usuário consegue falar com alguém).

Ou o nosso País começa a se comportar como um País grande e desenvolvido, ou então, continuaremos sendo apenas o Brasil conhecido pelo samba, futebol e turismo sexual.

Fonte: Folha
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