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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Viracopos, Guarulhos e Brasília serão privatizados em março/2012.


Os aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos, em Campinas, começarão a ser operados pela iniciativa privada a partir de março de 2012, segundo informou nesta sexta-feira o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. Segundo ele, o leilão para a concessão dos três primeiros aeroportos será realizado em dezembro. Vale explica que a empresa será apenas acionista minoritária dos aeroportos.
Além disso, o presidente afirmou que as obras de melhoria e ampliação da infraestrutura dos aeroportos brasileiros para a Copa do Mundo, em 2014, vão ficar prontas a tempo.
Dentre as maiores preocupações, está o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ele ressalta que a preocupação com o aeroporto vai além dos grandes eventos esportivos no Brasil, já que ele não atende à demanda necessária atual. Segundo Vale, a própria iniciativa privada vai começar a construção do Terminal 3, onde 40% vão estar prontos até 2014.
Além disso, o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio, já está em obras no Terminal 2 e deverá começar as obras no terminal 1 em breve.'Esperamos que em dezembro de 2013 estejam todos adequados', garantiu Vale, que participou do 6º Encontro de Negócios Brasil-Portugal.
Fonte: EPTV.com

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Aeroportos serão insuficientes mesmo sem a Copa.

A situação é tão preocupante que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao governo federal, divulgou um estudo que mostra, baseado em dados técnicos, que dez dos 13 aeroportos que estão recebendo investimentos podem não ser completamente finalizados para a Copa de 2014. Carlos Campos, coordenador de infraestrutura econômica do órgão, ressalta que os atrasos poderão ocorrer caso sejam mantidos os prazos médios para cumprimento das etapas de expansão. Não é tarefa fácil. O próprio pesquisador afirma que o tempo médio de duração das intervenções em aeroportos, do projeto básico ao acabamento, é de sete anos e meio. São 12 meses de elaboração de projeto, nada menos que 38 meses para obtenção das licenças ambientais, mais seis meses em processos de licitação e outros 36 meses efetivamente trabalhando nas obras. Na fase de elaboração de projetos, encontram-se os terminais de Cuiabá (MT), Curitiba (PR) e Salvador (BA).

Já as obras no aeroporto de Manaus, por exemplo, cujo prazo de conclusão é dezembro de 2013, ainda estavam na etapa de projetos em 2010. Se tudo ocorrer dentro dos prazos médios observados no Brasil, as obras só ficarão prontas daqui a sete anos, em 2017, destaca a análise do Ipea. Investimentos crescem, mas obras não andam O estudo do Ipea também destaca que a demanda no setor aéreo aumentou, em média, 10,2% ao ano no período de 2003 a 2010. Somente no biênio 2009-2010, a demanda cresceu 20,4%, subindo de 128 milhões de passageiros, em 2009, para 154 milhões em 2010. A projeção aponta um movimento em 2014 de 225,9 milhões de passageiros. "Mesmo na ausência da Copa do Mundo, o Brasil precisaria investir muitos bilhões de reais apenas para atender ao atual ritmo de crescimento da economia e dos investimentos", aponta Campos.

Visando a Copa, o governo federal assegurou à Infraero (estatal federal que admistra os aeroportos do país) R$ 5,6 bilhões para investir em 13 aeroportos de 2011 a 2014. Isso representa R$ 1,4 bilhão ao ano, um valor bem maior do que a média anual investida de 2003 a 2009 (R$ 430,3 milhões) e em 2010 (R$ 645,6 milhões). Não será suficiente. Mesmo que fosse possível concluir os investimentos nos terminais de passageiros nos prazos previstos pela Infraero, a situação dos 13 aeroportos das cidades-sede da Copa de 2014 continuaria de sobrecarga.

Quando se confronta a estimativa de crescimento da demanda (movimentação de passageiros) com as novas capacidades previstas para os terminais de passageiros, nota-se que, em 2014, dez estariam operando em situação crítica (acima de 100% da capacidade nominal). Para agravar ainda mais o quadro, os recursos, ainda que disponíveis, não têm o condão de acelerar o andamento das obras ao nível que os prazos exigem. De 2011 a 2014, a execução dos programas de investimentos em aeroportos realizou apenas 44% dos recursos previstos. Para o Ipea, "isso aponta para a necessidade de inadiável aprimoramento na gestão empresarial da Infraero". Para o Brasil, quem quer que seja o culpado, o quadro atual aponta para a possibilidade de viver um caos aéreo em plena Copa do Mundo. Ainda é tempo de mudar.

Fontes: UOL/Folha

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Obras seguem em Guarulhos!


A AGU (Advocacia Geral da União) e a Infraero divulgaram no início da noite desta quarta-feira que conseguiram na Justiça a retomada das obras do terminal remoto do aeroporto internacional de Guarulhos de Guarulhos, em São Paulo.
As obras foram embargadas pela Justiça Federal na segunda-feira, atendendo a um pedido feito pelo Ministério Público Federal.
Apesar do embargo, os trabalhos continuavam ontem --a construtora Delta, responsável pela obra, disse que seguia trabalhando pois não havia sido notificada da decisão.
A Justiça havia determinado a imediata paralisação da obra, por meio de liminar, por falta de licitação. A Infraero alegou urgência, pela proximidade da Copa do Mundo de 2014 e para evitar caos aéreo no fim do ano. O caráter emergencial permite dispensa de processo licitatório.
A contratação da Delta se deu por meio de carta convite a quatro grandes construtoras. A Delta apresentou a menor proposta, no valor de R$ 85,75 milhões.
Na manhã desta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff afirmou estar "muito preocupada" com as obras "há oito anos", e que quer que o terminal esteja pronto em dezembro.
Segundo a Presidência, o TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região aceitou um agravo de instrumento da AGU que argumentava que a paralisação das obras representaria "grave lesão ao Estado e aos usuários".

Dilma se disse "preocupada" com medidas que "não são tomadas com serenidade". Ela se referia à decisão de paralisar as obras.
"O que nós fizemos em relação à obra de Guarulhos, por urgência e emergência, é muito importante. E o governo, antes de tomar medidas, nós não tomamos sem avisar que íamos fazê-lo. Nós avisamos tanto o Tribunal de Contas da União, quanto o Ministério Público. Então, estamos tranquilos porque fizemos de forma clara e transparente", disse ela.
Segundo a presidente, a urgência não é para a Copa, "Nós fizemos a 'urgência' e a 'emergência' para atender Guarulhos em dezembro", disse ela.
A Delta afirmou, ontem, que os preços foram "minuciosamente examinados" pela Secretaria de Fiscalização de Obras do TCU e que "demonstram claramente serem os menores já contratados pela Infraero para obras aeroportuárias de grande porte".
Empresa controlada por Fernando Cavendish Soares, a Delta lidera, há dois anos, o ranking das construtoras com mais contratos com o governo federal.
A empresa integra o consórcio que executa a reforma do estádio do Maracanã, no Rio, ao lado de Andrade Gutierrez e Odebrecht.


NOVO TERMINAL
O terminal será localizado em uma área antes ocupada pelos terminais de carga da Vasp e da Transbrasil.
Ele terá capacidade para 5,5 milhões de passageiros e 600 vagas de estacionamento. O terminal não terá posições de pontes de embarque, que conectam a sala de embarque às aeronaves. O acesso aos aviões será feito por meio de ônibus.
Recentemente, a Infraero inaugurou outro terminal provisório, com capacidade para 1 milhão de passageiros. Esse terminal foi ocupado por empresas menores, como Passaredo e Trip.
Apesar da urgência da obra do terminal remoto, a Infraero não tem definido quais companhias aéreas deverão operar no terminal. Ele é muito grande para as empresas de pequeno porte, que já estão instaladas no novo terminal provisório. E as grandes companhias, Gol e TAM, não querem deixar as suas posições atuais.
O desejo da Infraero é levar a Gol para o terminal remoto, mas ainda não foi feita uma consulta formal à companhia. O aeroporto de Guarulhos tem capacidade para 20,5 milhões de passageiros. Em 2010, operou com 26,8 milhões.
Além da paralisação imediata das obras, a decisão judicial proíbe a Infraero de efetuar qualquer pagamento à Delta até o final do julgamento da ação. A multa diária pelo descumprimento da decisão é de R$ 100 mil.
Uma segunda obra --desta vez com licitação, que deverá será publicada neste ano-- deverá ser feita na sequência, para transformar o antigo hangar da Transbrasil em outro terminal remoto. Essa etapa deverá ficar pronta até maio de 2012.

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Gargalos dos principais aeroportos brasileiros.

Continuando a saga sobre os aeroportos brasileiros, segue abaixo um estudo feito em 2009, porém de pouca revelação por parte dos que o fizeram, ou seja, o governo.


Conforme pode ser visto, a maioria dos aeroportos já se apresentavam saturados em 2009, porém, mesmo com a seleção do Brasil para a Copa, Olimpíadas e agora para o Jornada Mundial da Juventude (esse ano ocorreu em Madrid, com mais de 2 milhões de visitantes, e conheço pessoas que foram e disseram que a estrutura da cidade não aguentou) pouco ou quase nada foi feito de imediatamente.
Isso, na minha opinião, é causado por vários motivos, dentre os quais: corrupção muito grande em todos os níveis hierárquicos do governo, falta de interesse do governo em investimentos que não melhorem sua imagem social, e a necessidade de licitação. Aliás, esse último é o principal entrave. Uma licitação, como bem sabemos, demora décadas no Brasil.
Essa pesquisa apenas comprova o que foi postado ontém por nós a respeito dos MOP's, do qual sou inimigo ferrenho, pois sei que não serão utilizadas como "provisórios", mas sim como tapa-buracos permanentes.
Tomara que as privatizações, que acho que ocorrerão antes da Copa, ajudem a melhorar o básico em alguns aeroportos, como o Galeão, Guarulhos, Viracopos e Brasília, onde o modelo será testado.
Nos resta apenas aguardar pra ver qual será o resultado de tudo isso, se o sistema aéreo aguentará ou se novos (e maiores) problemas surgirão.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Licitações a mil na Infraero.

Nossa, parece que alguém acordou dentro da Infraero e disse: "Em 3 anos teremos uma Copa do Mundo no Brasil. E se começarmos a construir, reformar e ampliar nossos aeroportos? Será que dá tempo?" Em menos de uma semana, Brasília, Guarulhos, Confins e Goiânia tiveram licitações abertas. Por que será?
Bom, eu realmente não sei de onde veio toda essa vontade da Infraero de começar a investir nos aeroportos brasileiros. Será que está existindo uma pressão de fora (FIFA, por exemplo), ou será que a presidente Dilma decidiu de uma vez por todas acabar com a novela já tão conhecida dos brasileiros sobre os aeroportos?

Só nos resta esperar, e ver o que vai acontecer daqui pra frente. Só espero que não sejam barrados por isso ou aquilo no TCU, como sempre acontece, ou que sejam barradas pelo IBAMA porque existem 3 ninhos de formiga naquela região. E também espero (e isso com maior "esperança") de que essa obras realmente saiam do papel, não sejam mais uma propaganda falsa, e que nossos aeroportos decolem de uma vez! E tomara que aprovem logo o modelo de concessões dos aeroportos, e privatizem tudo, para que tenham mais tempo para cuidar de áreas que realmente necessitam de atenção!

Boa semana à todos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Correios não serão privatizados.

Segundo notícia publicada no dia 21/03/2011 pelo ministério das Comunicações, Paulo Bernardo, a privatização dos Correios está fora de questão. Ainda segundo o ministério, as justificativas são as intenções da presidente Dilma em investir na instituição (modernização e ampliação dos serviços).
Vários boatos surgiram a respeito da privatização dos Correios, ou da concessão de determinadas áreas de atuação da empresa para empresas privadas.
Na minha opinião, um dos principais motivos da não privatização do setor é que as empresas vencedoras teriam concessões específicas. Deixe-me ser mais específico: a empresa X, vencedora do leilão, teria obrigação com a postagens de SP, MG, RJ e PR, por exemplo. Essas áreas são extremamente lucrativas para qualquer empresa, haja visto que a população possui um maior poder de aquisição, e é onde estão concentradas grandes empresas, que utilizam os serviços entre as filiais. Aos Correios, ficaria, por exemplo, a região Norte do país. Essa área não é lucrativa, pois, com exceção de algumas cidades, o desenvolvimento é baixo, o acesso é difícil, e a demanda, pequena.
Portanto, assim como acontece com a INFRAERO, não é interessante ao Governo que os trechos lucrativos sejam leiloados e operados por terceiros, visto que o balanço da empresa ficaria negativo.
Isso é ao mesmo tempo bom e ruim. Bom porque o Governo não quer ter que tirar do próprio caixa para manter a empresa com balanço positivo, e, teoricamente, retirar dinheiro de áreas prioritárias, como saúde, educação etc. Por outro lado, os maiores prejudicados somos nós, pois é sabido que a infraestrutura dos Correios, aeroportos e rodovias brasileiros não são os melhores. Com o domínio da empresa no setor, não há concorrência, logo, não há disputa por preços ou por serviços de melhor qualidade.
Tomemos por exemplo a China. Eles possuem o serviço postal chinês, o China Post. Uma empresa altamente tecnificada, conta com mais de 230 postos de distribuição de encomendas, 3 aeronaves, mais de 60 vagões exclusivos em linhas férreas, com uma rede de mais de 3 milhões de quilometros de distribuição apenas na China. Possui quase a mesma idade do sistema irmão brasileiro (China - 1949, Brasil - 1969). Nem por isso outros operadores deixam de operar dentro da China. Apenas para exemplificar, temos o Hong Kong Post, além das gigantes FedEx, DHL e UPS.
Talvez uma mudança na Constituição, tornando aberta a concorrência, fosse saudável para todos. Basta que não sejam feitas concessões de determinadas áreas, mas sim que todos possam operar nas áreas que bem entenderem, não prejudicando o sistema já implantado no Brasil, mas pelo contrário, incitando a concorrência e melhorando os serviços à população.

Abraços.