Mostrando postagens com marcador INFRAERO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador INFRAERO. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

São Paulo não precisa de um terceiro aeroporto

São Paulo não precisa de um terceiro aeroporto

Marcelo Guaranys, diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil diz que é melhor expandir a estrutura aeroportuária já existente; ele defende o aumento de voos por hora e Congonhas 24 horas durante a Copa


É ineficiente construir um terceiro aeroporto em São Paulo, diz Marcelo Guaranys, 34, diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Para ele, Cumbica (Guarulhos) e Viracopos (Campinas) atenderão a demanda dos próximos 20 anos.
A ideia do novo aeroporto voltou a ser defendida semana passada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Na entrevista, Guaranys fala sobre os planos para a Copa e a possibilidade de Congonhas operar 24h durante o mundial. Leia a seguir:
 

Folha - De zero a dez, qual a chance das concessões de Guarulhos, Viracopos e Brasília saírem em dezembro, como a Anac prevê?
Marcelo Guaranys -
 Dez. O governo inteiro está trabalhando para isso de forma diferenciada. É uma determinação da presidenta. O prazo realmente é apertado, mas conseguimos fazer.


O cronograma original previa entregar o edital ao TCU (Tribunal de Contas da União) em 17 de agosto. Isso ainda não aconteceu.
A gente ajusta determinadas datas de acordo com as dificuldades. A intenção é mandar para o TCU no começo do mês que vem. Esse primeiro prazo era de estudos; é tudo ajustável no cronograma.

Se houver recurso no TCU o processo fica comprometido...
O cronograma depende das nossas variáveis. O que não for controlável dificulta um pouco. A gente tem trabalhado para nos antecipar a esses riscos. Se a gente sentir que o TCU está percebendo algum problema, mudamos.

Vai dar tempo de as obras ficarem prontas?
Com certeza. As concessões de aeroportos vão contribuir para aumentar a estrutura para a Copa.

Quais medidas emergenciais a Anac vai adotar para evitar o caos aéreo na Copa?
A Copa vai ser como um Natal, com alta ocupação. Não existe a possibilidade de ter mais voos aprovados do que a capacidade do aeroporto e do espaço aéreo. Isso era no passado. Desde 2007 estamos ajustados.
No fim do ano o aeroporto fica mais cheio, mas todo mundo chega ao seu destino tranquilamente. A Copa será isso, uma situação que a gente já sabe gerenciar. Com uma vantagem: a infraestrutura expandida.

A Infraero defende a ampliação da operação de Congonhas na Copa, retomando níveis anteriores ao acidente da TAM. Fala-se também em Congonhas 24 horas. Qual a viabilidade disso?
As duas medidas são razoáveis e aumentar o número de voos por hora é tecnicamente possível. Na Copa todos farão esforço para que tudo funcione bem. Temos de aproveitar de fato o máximo de infraestrutura que puder.

O governador Geraldo Alckmin retomou a ideia do terceiro aeroporto. São Paulo precisa de mais um?
Nossa avaliação é que a demanda dos próximos 20 anos será coberta por Guarulhos e Viracopos.
Eventualmente precisaremos estudar outros sítios, mas podemos estudar também investimentos em aeroportos que já existem na região de São Paulo, como São José dos Campos.

Está descartado o terceiro?
Não estou dizendo isso. Se pode existir um terceiro aeroporto, é opção de governo, não depende da Anac.
Do ponto de vista da agência, entendemos que seria ineficiente construir uma outra estrutura se eu já tenho uma que pode ser expandida. Um novo aeroporto pode ter um impacto grande sobre o fluxo aéreo e atrapalhar a aproximação de aeronaves nos outros aeroportos.

Existe possibilidade de retomar o projeto de terceira pista em Guarulhos?
Não existe.

O concessionário que investir em Guarulhos e Viracopos vai ter garantias de que não haverá concorrência com um terceiro aeroporto?
O risco de novos aeroportos ele sempre vai ter.

O Brasil está próximo de bater o recorde de acidentes aéreos [103, até 1/09; o recorde da década foi em 2009, 113]. Como a Anac vê isso?
Quando pega esse número absoluto, é ruim. A aviação geral e a regular têm crescido bastante. O índice que usamos é o de acidentes por combustível consumido. E por esse indicador a aviação está mais segura.
[Dados passados pela Anac após a entrevista apontam que o índice de acidentes com morte por combustível, na verdade, está mais alto do que o dos anos anteriores. A agência espera que a média deva se igualar à habitual no final do ano.]

Falta fiscalização?
Não. É impossível fiscalizar todas as operações de aviação no Brasil. Nem se eu tivesse 100 mil funcionários eu conseguiria fazer isso. O que a gente tem trabalhado é para ser cada vez mais eficiente, inclusive fazendo fiscalização surpresa.

Em alguns dos acidentes recentes, vimos pilotos com carteira vencida usando a habilitação de outro piloto.
Temos hoje um sistema que obriga o piloto da aeronave privada a passar os dados para a torre. É uma inovação. Mas sempre vão encontrar maneiras de burlar. Estamos implementando um sistema novo de identificação positiva, com senha, como num banco. O piloto passará o número da habilitação à torre e terá de confirmar com a senha. Se ele emprestar a senha, é responsabilidade dele.

As empresas querem discutir a carga horária dos pilotos. Piloto brasileiro voa pouco?
É possível discutir. A nossa carga horária é mais baixa que a americana e europeia. Os EUA estão analisando a redução, mesmo assim mantendo mais alta que a nossa. Do ponto de vista da agência, interessa saber se a carga proposta demonstra problema de segurança.

Fonte: Folha de S. Paulo.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Aeroportos cresceram acima da meta.


Aeroportos do país terão 530 milhões de passageiros em 2030, diz BNDES

A demanda anual de passageiros nos aeroportos brasileiros deverá chegar a 530 milhões de pessoas até 2030, o que provocará uma necessidade de investimentos de R$ 25 bilhões a R$ 34 bilhões nos 20 principais terminais do país.
Os dados foram apresentados hoje pelo presidente de infraestrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Siffert, no seminário sobre concessões aeroportuárias na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
"Esses números são uma grande oportunidade para o Brasil atrair investidores e operadores estrangeiros", disse Siffert.
De acordo com ele, o BNDES está aberto também a financiar os eventuais investidores estrangeiros em aeroportos no Brasil. Para investimentos em infraestrutura, o banco de fomento calcula uma taxa de juros de cerca de 8,4% ao ano em suas linhas de financiamento, sendo 6% da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e o restante da taxa de risco de crédito, o que depende do projeto e da empresa tomadora de recursos.
"Se você imaginar que o IPCA vai ficar entre 5% e 6%, a taxa real de juros do BNDES será de 3 pontos", ressaltou.
De acordo com o superintendente, o BNDES tem por costume conceder financiamentos com prazo de 16 anos no setor de infraestrutura.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mesmo com obras, aeroportos da Copa não atenderão demanda.


A maior parte das obras previstas para os aeroportos da Copa de 2014 serão insuficientes para atender à demanda de passageiros já em 2016, apenas dois anos depois do evento esportivo.

A conclusão faz parte de um estudo coordenado pelo professor Elton Fernandes, do Programa de Engenharia de Produção da Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia).

De acordo com o estudo, ao menos 12 aeroportos das cidades-sede permanecerão com gargalos depois do Mundial de futebol. O motivo é a demanda crescente de passageiros, que poderá dobrar nos próximos sete anos. As exceções são os aeroportos de Brasília, Fortaleza, Manaus e Rio de Janeiro (Galeão).

A Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros, projeta investimento de R$ 5,4 bilhões em 16 terminais da Copa, mas vem enfrentando problemas para começar as obras.

O estudo da Coppe se baseia em padrões internacionais de medição. Um terminal aeroportuário confortável deve ter ao menos 23 m2 por passageiro doméstico no horário de pico, e mais 14 m2 por passageiros internacionais.

No entanto, os pesquisadores cariocas concluíram que, depois de terminadas as obras para a Copa, ainda haverá carência de 366 mil m2 para atender à demanda.

“A média internacional, que levantamos em 114 aeroportos, é de 29,98 metros quadrados por passageiro na hora-pico, enquanto, no Brasil, a maioria está abaixo de 23 metros m2. E essa situação não irá melhorar com as obras previstas pela Infraero”, afirma Fernandes.

A Coppe estima que, mesmo antes do Mundial de futebol, os aeroportos das cidades-sede já estarão operando acima do limite. Com isso, os três milhões de visitantes (brasileiros e estrangeiros) esperados para o evento podem enfrentar problemas para se deslocar durante a competição.

Números defasados
De acordo com os pesquisadores, a demanda prevista pela Infraero para os aeroportos está subdimensionada. Em 2014, os 16 terminais analisados devem receber 187,48 milhões de passageiros, número que representa crescimento de 46,7% em relação à demanda de 2010, que foi de 127,72 milhões.

De acordo com o estudo, o acréscimo de 60 milhões de embarques e desembarques é bastante superior ao número levado em conta pela Infraero no planejamento da expansão do setor.
Os aeroportos que deverão ter a maior taxa de crescimento são Viracopos (Campinas-SP), com 91%, e o Galeão, com 73%.

Fonte: Portal Copa 2014

Infraero muda cálculo e "aumenta" capacidade dos aeroportos da Copa.

A Infraero alterou a metodologia usada para calcular a capacidade dos 13 aeroportos que servirão à Copa. Com isso, mesmo sem mudanças nos planos de investimentos, os terminais poderão receber 100 milhões de passageiros a mais por ano. A informação é do jornal "Folha de S.Paulo".

Antes do novo cálculo da estatal, os aeroportos das 12 cidades-sede (mais Campinas-SP) estavam aptos a receber 95 milhões de usuários por ano. No entanto, em 2010, 104 milhões de passageiros passaram pelos terminais.

Os investimentos programados até 2014, da ordem de R$ 6,4 bilhões, previam um aumento na capacidade de 55 milhões de passageiros/ano. No total, durante o Mundial, 150 milhões poderiam utilizar os 13 areroportos.

Segundo estimativa da Infraero, em 2014, 152,6 milhões de passageiros devem passar pelos aeroportos da Copa. O novo cálculo elevou a capacidade para 256,8 milhões de pessoas. Além de conter a demanda, a "nova" infraestrutura dará uma folga de 41% ao sistema.

Segundo a estatal, a nova metodologia é baseada nos avanços tecnológicos e na mudança de perfil dos usuários. O superintendente de Planejamento da Infraero, Walter Américo, também afirma que os voos na madrugada influenciaram os cálculos. "Os aeroportos ficam abertos 24 horas, mas não considerávamos a madrugada no cálculo da capacidade. Mas agora há muitos voos [nesse período]", disse ao jornal.



Fonte: Portal Copa 2014

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Viracopos, Guarulhos e Brasília serão privatizados em março/2012.


Os aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos, em Campinas, começarão a ser operados pela iniciativa privada a partir de março de 2012, segundo informou nesta sexta-feira o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. Segundo ele, o leilão para a concessão dos três primeiros aeroportos será realizado em dezembro. Vale explica que a empresa será apenas acionista minoritária dos aeroportos.
Além disso, o presidente afirmou que as obras de melhoria e ampliação da infraestrutura dos aeroportos brasileiros para a Copa do Mundo, em 2014, vão ficar prontas a tempo.
Dentre as maiores preocupações, está o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ele ressalta que a preocupação com o aeroporto vai além dos grandes eventos esportivos no Brasil, já que ele não atende à demanda necessária atual. Segundo Vale, a própria iniciativa privada vai começar a construção do Terminal 3, onde 40% vão estar prontos até 2014.
Além disso, o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio, já está em obras no Terminal 2 e deverá começar as obras no terminal 1 em breve.'Esperamos que em dezembro de 2013 estejam todos adequados', garantiu Vale, que participou do 6º Encontro de Negócios Brasil-Portugal.
Fonte: EPTV.com

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Aeroportos serão insuficientes mesmo sem a Copa.

A situação é tão preocupante que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao governo federal, divulgou um estudo que mostra, baseado em dados técnicos, que dez dos 13 aeroportos que estão recebendo investimentos podem não ser completamente finalizados para a Copa de 2014. Carlos Campos, coordenador de infraestrutura econômica do órgão, ressalta que os atrasos poderão ocorrer caso sejam mantidos os prazos médios para cumprimento das etapas de expansão. Não é tarefa fácil. O próprio pesquisador afirma que o tempo médio de duração das intervenções em aeroportos, do projeto básico ao acabamento, é de sete anos e meio. São 12 meses de elaboração de projeto, nada menos que 38 meses para obtenção das licenças ambientais, mais seis meses em processos de licitação e outros 36 meses efetivamente trabalhando nas obras. Na fase de elaboração de projetos, encontram-se os terminais de Cuiabá (MT), Curitiba (PR) e Salvador (BA).

Já as obras no aeroporto de Manaus, por exemplo, cujo prazo de conclusão é dezembro de 2013, ainda estavam na etapa de projetos em 2010. Se tudo ocorrer dentro dos prazos médios observados no Brasil, as obras só ficarão prontas daqui a sete anos, em 2017, destaca a análise do Ipea. Investimentos crescem, mas obras não andam O estudo do Ipea também destaca que a demanda no setor aéreo aumentou, em média, 10,2% ao ano no período de 2003 a 2010. Somente no biênio 2009-2010, a demanda cresceu 20,4%, subindo de 128 milhões de passageiros, em 2009, para 154 milhões em 2010. A projeção aponta um movimento em 2014 de 225,9 milhões de passageiros. "Mesmo na ausência da Copa do Mundo, o Brasil precisaria investir muitos bilhões de reais apenas para atender ao atual ritmo de crescimento da economia e dos investimentos", aponta Campos.

Visando a Copa, o governo federal assegurou à Infraero (estatal federal que admistra os aeroportos do país) R$ 5,6 bilhões para investir em 13 aeroportos de 2011 a 2014. Isso representa R$ 1,4 bilhão ao ano, um valor bem maior do que a média anual investida de 2003 a 2009 (R$ 430,3 milhões) e em 2010 (R$ 645,6 milhões). Não será suficiente. Mesmo que fosse possível concluir os investimentos nos terminais de passageiros nos prazos previstos pela Infraero, a situação dos 13 aeroportos das cidades-sede da Copa de 2014 continuaria de sobrecarga.

Quando se confronta a estimativa de crescimento da demanda (movimentação de passageiros) com as novas capacidades previstas para os terminais de passageiros, nota-se que, em 2014, dez estariam operando em situação crítica (acima de 100% da capacidade nominal). Para agravar ainda mais o quadro, os recursos, ainda que disponíveis, não têm o condão de acelerar o andamento das obras ao nível que os prazos exigem. De 2011 a 2014, a execução dos programas de investimentos em aeroportos realizou apenas 44% dos recursos previstos. Para o Ipea, "isso aponta para a necessidade de inadiável aprimoramento na gestão empresarial da Infraero". Para o Brasil, quem quer que seja o culpado, o quadro atual aponta para a possibilidade de viver um caos aéreo em plena Copa do Mundo. Ainda é tempo de mudar.

Fontes: UOL/Folha

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Obras seguem em Guarulhos!


A AGU (Advocacia Geral da União) e a Infraero divulgaram no início da noite desta quarta-feira que conseguiram na Justiça a retomada das obras do terminal remoto do aeroporto internacional de Guarulhos de Guarulhos, em São Paulo.
As obras foram embargadas pela Justiça Federal na segunda-feira, atendendo a um pedido feito pelo Ministério Público Federal.
Apesar do embargo, os trabalhos continuavam ontem --a construtora Delta, responsável pela obra, disse que seguia trabalhando pois não havia sido notificada da decisão.
A Justiça havia determinado a imediata paralisação da obra, por meio de liminar, por falta de licitação. A Infraero alegou urgência, pela proximidade da Copa do Mundo de 2014 e para evitar caos aéreo no fim do ano. O caráter emergencial permite dispensa de processo licitatório.
A contratação da Delta se deu por meio de carta convite a quatro grandes construtoras. A Delta apresentou a menor proposta, no valor de R$ 85,75 milhões.
Na manhã desta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff afirmou estar "muito preocupada" com as obras "há oito anos", e que quer que o terminal esteja pronto em dezembro.
Segundo a Presidência, o TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região aceitou um agravo de instrumento da AGU que argumentava que a paralisação das obras representaria "grave lesão ao Estado e aos usuários".

Dilma se disse "preocupada" com medidas que "não são tomadas com serenidade". Ela se referia à decisão de paralisar as obras.
"O que nós fizemos em relação à obra de Guarulhos, por urgência e emergência, é muito importante. E o governo, antes de tomar medidas, nós não tomamos sem avisar que íamos fazê-lo. Nós avisamos tanto o Tribunal de Contas da União, quanto o Ministério Público. Então, estamos tranquilos porque fizemos de forma clara e transparente", disse ela.
Segundo a presidente, a urgência não é para a Copa, "Nós fizemos a 'urgência' e a 'emergência' para atender Guarulhos em dezembro", disse ela.
A Delta afirmou, ontem, que os preços foram "minuciosamente examinados" pela Secretaria de Fiscalização de Obras do TCU e que "demonstram claramente serem os menores já contratados pela Infraero para obras aeroportuárias de grande porte".
Empresa controlada por Fernando Cavendish Soares, a Delta lidera, há dois anos, o ranking das construtoras com mais contratos com o governo federal.
A empresa integra o consórcio que executa a reforma do estádio do Maracanã, no Rio, ao lado de Andrade Gutierrez e Odebrecht.


NOVO TERMINAL
O terminal será localizado em uma área antes ocupada pelos terminais de carga da Vasp e da Transbrasil.
Ele terá capacidade para 5,5 milhões de passageiros e 600 vagas de estacionamento. O terminal não terá posições de pontes de embarque, que conectam a sala de embarque às aeronaves. O acesso aos aviões será feito por meio de ônibus.
Recentemente, a Infraero inaugurou outro terminal provisório, com capacidade para 1 milhão de passageiros. Esse terminal foi ocupado por empresas menores, como Passaredo e Trip.
Apesar da urgência da obra do terminal remoto, a Infraero não tem definido quais companhias aéreas deverão operar no terminal. Ele é muito grande para as empresas de pequeno porte, que já estão instaladas no novo terminal provisório. E as grandes companhias, Gol e TAM, não querem deixar as suas posições atuais.
O desejo da Infraero é levar a Gol para o terminal remoto, mas ainda não foi feita uma consulta formal à companhia. O aeroporto de Guarulhos tem capacidade para 20,5 milhões de passageiros. Em 2010, operou com 26,8 milhões.
Além da paralisação imediata das obras, a decisão judicial proíbe a Infraero de efetuar qualquer pagamento à Delta até o final do julgamento da ação. A multa diária pelo descumprimento da decisão é de R$ 100 mil.
Uma segunda obra --desta vez com licitação, que deverá será publicada neste ano-- deverá ser feita na sequência, para transformar o antigo hangar da Transbrasil em outro terminal remoto. Essa etapa deverá ficar pronta até maio de 2012.

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Gargalos dos principais aeroportos brasileiros.

Continuando a saga sobre os aeroportos brasileiros, segue abaixo um estudo feito em 2009, porém de pouca revelação por parte dos que o fizeram, ou seja, o governo.


Conforme pode ser visto, a maioria dos aeroportos já se apresentavam saturados em 2009, porém, mesmo com a seleção do Brasil para a Copa, Olimpíadas e agora para o Jornada Mundial da Juventude (esse ano ocorreu em Madrid, com mais de 2 milhões de visitantes, e conheço pessoas que foram e disseram que a estrutura da cidade não aguentou) pouco ou quase nada foi feito de imediatamente.
Isso, na minha opinião, é causado por vários motivos, dentre os quais: corrupção muito grande em todos os níveis hierárquicos do governo, falta de interesse do governo em investimentos que não melhorem sua imagem social, e a necessidade de licitação. Aliás, esse último é o principal entrave. Uma licitação, como bem sabemos, demora décadas no Brasil.
Essa pesquisa apenas comprova o que foi postado ontém por nós a respeito dos MOP's, do qual sou inimigo ferrenho, pois sei que não serão utilizadas como "provisórios", mas sim como tapa-buracos permanentes.
Tomara que as privatizações, que acho que ocorrerão antes da Copa, ajudem a melhorar o básico em alguns aeroportos, como o Galeão, Guarulhos, Viracopos e Brasília, onde o modelo será testado.
Nos resta apenas aguardar pra ver qual será o resultado de tudo isso, se o sistema aéreo aguentará ou se novos (e maiores) problemas surgirão.


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Módulo Operacional Provisório da Infraero (ou Puxadinho Legal)

Como bem devem saber meus leitores, sou fã de carteirinha da aviação, principalmente da civil. Por isso, acesso sites da Infraero e outros blogs de aeroportos semanalmente. Hoje, algo me chamou a atenção no site da Infraero: uma página especial apenas sobre módulos operacionais. Achei interessante, e segue uma breve descrição do que é um módulo operacional, segundo site da Infraero: "São soluções de engenharia de construção rápida e segura, com excelente custo-benefício para ampliar a capacidade de terminais de passageiros. Essas estruturas podem ser utilizadas em operações de embarque, desembarque e check-in de passageiros. Os módulos oferecem o mesmo conforto dos terminais convencionais e contam com ar condicionado, isolamento térmico e acústico, longarinas, sanitários, Sistema Informativo de Voos e até estabelecimentos comerciais, como lanchonetes e livrarias."
Colocaram também, abaixo fotos de vários MOP's pelo mundo, como exemplo da inteligente solução da Infraero. Eu, curioso, fui atrás ver onde estes módulos ainda funcionavam. O resultado você confere abaixo.


Austin, EUA (Austin-Bergstrom International Airport)
A parte circulada em amarelo é o MOP que a Infraero citou em seu site.
Atualmente o MOP ainda existe em Austin, TX.
  • O que a Infraero não citou em seu site foi que o MOP de Austin foi colocado no aeroporto por uma companhia mexicana de baixo custo, VivaAerobus, sendo exclusiva para o uso desta. Está desativado desde 2009. 
Cidade do Cabo, África do Sul (Cape Town International Airport)

O MOP, novamente, circulado em amarelo, obtido do site da Infraero.
Não existe mais nada no aeroporto de Cidade do Cabo.

Frankfurt, Alemanha (Frankfurt am Main Airport)
O MOP de Frankfurt, segundo o site da Infraero.

O MOP de Frankfurt ainda existe.
  • O MOP de Frankfurt é usado para embarque em aviões menores que não podem usar os "fingers", e ficam estacionados em áreas remotas.
Seattle, USA (Seattle-Tacoma International Airport)

O MOP de Seattle, segundo a Infraero.

Aparentemente, o MOP de Seattle virou um local de estacionamento dos ônibus que servem o aeroporto.

Colônia, Alemanha (Flughafen Köln/Bonn)


O MOP de Colônia, segundo a Infraero.
O MOP de Colônia ainda existe.
  • O MOP de Colônia é utilizado para aeronaves de menor porte, assim como o de Frankfurt, que não podem estacionar em "fingers" e precisam ter seu embarque feito pelo solo.
Munique, Alemanha (Flughafen München)
MOP's de Munique, segundo a Infraero.

Os MOP's de Munique ainda estão lá.
  • Munique tem aproximadamente 60 pontos remotos, e alguns podem ser vistos na parte superior da mesma foto. São "fingers" colocados no chão, com o intuito de proteger os passageiros das intempéries. Soluções inteligentes e muito mais baratas do que a construção completa de um terminal ou de um terminal-satélite.
Paris, França (Aéroport Paris-Charles de Gaulle)
O local indicado pela Infraero como MOP.

Aparentemente o local serve como estacionamento/manutenção de aeronaves,
não sendo indicado em nenhum mapa do aeroporto como local de embarque.

Bruxelas, Bélgica (Brussel Nationaal)
O MOP indicado pela Infraero.

O MOP ainda se encontra no local.
  • O MOP de Bruxelas é usado, novamente, para aviões de menor porte que não podem usar os "fingers" existentes no aeroporto.


AeroportoMovimento OperacionalCapacidade Instalada
Austin - EUA8,693,708 (2010)7,700,000
Cidade do Cabo - RAS8,107,727 (2010)14,500,000
Frankfurt - Alemanha53,009,221 (2010)60,000,000
Seattle - EUA31,227,512 (2010)36,000,000
Colônia - Alemanha9 849 779 (2010)12,000,000
Munique - Alemanha34 721 605 (2010)50,000,000
Paris - França58 164 612 (2010)57,000,00
Bruxelas - Bélgica17 181 000 (2010)21,000,000


A situação de alguns aeroportos brasileiros com MOP em implantação. (Dados: INFRAERO)
AeroportoMovimento OperacionalCapacidade Instalada
São Paulo - Guarulhos26,774,546 (2010)24,900,000
São Paulo - Congonhas15,481,370 (2010)17,100,000
Brasília14,347,061 (2010)14,000,000
Rio de Janeiro - Galeão*12,229,513 (2010)17,400,000
Manaus*2,908,876 (2010)6,400,000
Campinas5,428,986 (2010)3,500,000
Belo Horizonte - Confins7,621,041 (2010)5,000,000
Rio de Janeiro - Santos Dumont*7,805,387 (2010)3,600,000
Curitiba5,769,712 (2010)3,500,000
*Não tem MOP's em construção.


Nessa pequena demonstração, pode-se analisar a defasagem da maioria dos "hubs" brasileiros, tanto em relação à demanda nacional, quanto em comparação com grandes aeroportos internacionais que aplicaram a técnica do Módulo Operacional Provisório.
Acho que a idéia do MOP é, principalmente, aliviar o terminal principal, para que este possa passar por reformas e ampliações, de forma a atender a demanda daquele aeroporto. Infelizmente, no Brasil, tal ato esta se tornando comum e com outro objetivo, o de suprir décadas de falta de investimentos em no grandes aeroportos.
E os problemas dos aeroportos brasileiros não terminam aí: faltam pistas, pátios, medidas de segurança, "taxiways", estacionamento, enfim, talvez tenhamos que recomeçar do zero...ou começar a investir logo para que não entre em um colapso mais profundo. Mas isto é assunto para outra postagem.


Agradeço a quem teve a paciência de chegar até o fim. Desculpas pela postagem longa, mas o assunto é abrangente e não achei correto dividi-lo em 2 postagens.




quarta-feira, 18 de maio de 2011

Licitações a mil na Infraero.

Nossa, parece que alguém acordou dentro da Infraero e disse: "Em 3 anos teremos uma Copa do Mundo no Brasil. E se começarmos a construir, reformar e ampliar nossos aeroportos? Será que dá tempo?" Em menos de uma semana, Brasília, Guarulhos, Confins e Goiânia tiveram licitações abertas. Por que será?
Bom, eu realmente não sei de onde veio toda essa vontade da Infraero de começar a investir nos aeroportos brasileiros. Será que está existindo uma pressão de fora (FIFA, por exemplo), ou será que a presidente Dilma decidiu de uma vez por todas acabar com a novela já tão conhecida dos brasileiros sobre os aeroportos?

Só nos resta esperar, e ver o que vai acontecer daqui pra frente. Só espero que não sejam barrados por isso ou aquilo no TCU, como sempre acontece, ou que sejam barradas pelo IBAMA porque existem 3 ninhos de formiga naquela região. E também espero (e isso com maior "esperança") de que essa obras realmente saiam do papel, não sejam mais uma propaganda falsa, e que nossos aeroportos decolem de uma vez! E tomara que aprovem logo o modelo de concessões dos aeroportos, e privatizem tudo, para que tenham mais tempo para cuidar de áreas que realmente necessitam de atenção!

Boa semana à todos.