Infraestrutura, planos de Governo, corrupçãp: somos as vitimas de governantes despreparados e sem ética alguma. Até quando?
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Copa 2014/Olimpíada: pensar antes, para fazer melhor.
O Brasil foi escolhido há mais de 1.450 dias como sede do Mundial da Fifa. Prazo mais do que suficiente para que o governo federal desenvolvesse planejamento rigoroso para a realização de estudos e projetos executivos para as principais obras aeroportuárias, portuárias e de mobilidade urbana, entre outras, essenciais à Copa e para deixar um legado para o país, pós-evento.
O tempo passou, pouco foi feito e, este ano, o governo federal aprovou no Congresso o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), para “acelerar as obras para a Copa 2014 e Olimpíada 2016”. O RDC permite a contratação de obras complexas e de valor elevado com base no anteprojeto, etapa anterior ao projeto básico.
A melhor opção para contratar obras é o projeto executivo, completo, que permite a governos/contratantes o total controle, técnico, de qualidade, de custos e de prazos, de uma obra.
"A resposta rápida às contratações públicas é dada pelo planejamento. Esse é o instrumento de gestão por excelência, que permite contratar e realizar estudos e projetos executivos com antecedência"
Ao questionamento do RDC pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que entrou com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal), a ministra-Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse que o RDC é legal e quem se opõe a ele não contribui para o desenvolvimento do país e às ações de fiscalização e controle do dinheiro público; e que a Lei de Licitações, 8.666/93, não tem conseguido dar uma resposta rápida e eficaz ao processo de contratação pelo poder público.
A resposta rápida às contratações públicas é dada pelo planejamento. Esse é o instrumento de gestão por excelência, que permite contratar e realizar estudos e projetos executivos com antecedência, para poder licitar as obras já com as definições técnicas, cronograma de execução e custos muito bem definidos. O projeto executivo é o que chamamos de “vacina anticorrupção”. Mas exige planejamento, ou seja, pensar antes para fazer melhor.
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Polícia Federal usará avião espião para evitar terrorismo na Copa.
A Polícia Federal (PF) vai usar um avião espião israelense para evitar atentados terroristas durante a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. A informação foi publicada hoje pelo jornal "Folha de S.Paulo".
Conhecido como Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado), o equipamento operado por controle remoto fará a vigilância dos estádios e entorno de estádios durante as partidas do Mundial. Com autonomia de 37 horas, a aeronave filma com precisão movimentos a 40 km de distância.
Segundo o jornal, o avião começou a operar semana passada região da fronteira com a Argentina e o Paraguai. O governo federal comprou duas aeronaves Vant --a segunda deve chegar em novembro-- ao custo de R$ 650 milhões. Até 2015, ao menos 14 unidades devem estar em operação.
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Ourinhos - São Paulo, Brasil
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Olimpíada-16 está mais avançada que Copa-14, afirma Odebrecht.
O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, mostrou forte preocupação com a escassez de mão de obra qualificada no país e afirmou que, "se bobear, as [obras das] Olimpíadas [de 2016] ficam prontas antes [das] da Copa [de 2014]".
Os comentários foram feitos durante um debate sobre as oportunidades que os grandes eventos esportivos oferecem para a iniciativa privada no Rio de Janeiro, em seminário promovido pela revista "Exame" na tarde desta quarta-feira.
"A Copa é uma coisa mais dispersa, uma distribuição de responsabilidades que não é clara. No caso da Olimpíada, o planejamento veio antes das obras, o que não aconteceu com a Copa", disse Odebrecht, cuja empresa participa tanto de projetos olímpicos, como a revitalização da zona portuária do Rio, quanto da construção de estádios para a Copa.
"Tudo que está acontecendo no Rio eu não sei se aconteceria sem a Olimpíada."
Odebrecht afirmou que a demanda por infraestrutura no Brasil continuará grande nos últimos anos, até porque as obras para a Copa não ficarão todas prontas a tempo.
"A questão da mão de obra qualificada vai continuar sendo o grande gargalo do Brasil. A gente chegou a um ponto tal de falta de mão de obra que não dá para fazer mais. Não temos problema de projeto para fazer, temos é falta de capacidade para fazer. A gente tem que investir em educação, educação, educação", disse.
O empresário afirmou que "a cadeia produtiva não está suportando" a demanda por novos projetos. "Quem comprou apartamento recentemente sabe, recebeu com atraso e má qualidade".
Ele reclamou ainda de um fenômeno de "inchamento salarial", "o aumento salarial desprovido de aumento de produtividade".
Representante do governo no debate, o diretor de Inclusão Social e de Crédito do BNDES, Élvio Gaspar, disse que a questão de qualificação de mão de obra está sendo equacionada por programas como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). O diretor-executivo da agência municipal Rio Negócios também citou investimentos de universidades estrangeiras na cidade do Rio e o fato de que UFRJ e PUC-RJ devem dobrar de tamanho nos próximos cinco anos.
Odebrecht retrucou que estava preocupado justamente sobre o que aconteceria nos próximos quatro, cinco anos --período no qual acontecerão Copa e Olimpíada.
O diretor do BNDES minimizou ainda a preocupação exposta pelo empresário com a realização da Copa. "Tem um escarcéu pela imprensa que não é muito verdadeiro. Todos os estádios estão andando, um ou outro um pouco mais atrasado. E eu não tenho dúvida de que nós vamos fazer uma grande Copa."
Fonte: UOL
Os comentários foram feitos durante um debate sobre as oportunidades que os grandes eventos esportivos oferecem para a iniciativa privada no Rio de Janeiro, em seminário promovido pela revista "Exame" na tarde desta quarta-feira.
"A Copa é uma coisa mais dispersa, uma distribuição de responsabilidades que não é clara. No caso da Olimpíada, o planejamento veio antes das obras, o que não aconteceu com a Copa", disse Odebrecht, cuja empresa participa tanto de projetos olímpicos, como a revitalização da zona portuária do Rio, quanto da construção de estádios para a Copa.
"Tudo que está acontecendo no Rio eu não sei se aconteceria sem a Olimpíada."
Odebrecht afirmou que a demanda por infraestrutura no Brasil continuará grande nos últimos anos, até porque as obras para a Copa não ficarão todas prontas a tempo.
"A questão da mão de obra qualificada vai continuar sendo o grande gargalo do Brasil. A gente chegou a um ponto tal de falta de mão de obra que não dá para fazer mais. Não temos problema de projeto para fazer, temos é falta de capacidade para fazer. A gente tem que investir em educação, educação, educação", disse.
O empresário afirmou que "a cadeia produtiva não está suportando" a demanda por novos projetos. "Quem comprou apartamento recentemente sabe, recebeu com atraso e má qualidade".
Ele reclamou ainda de um fenômeno de "inchamento salarial", "o aumento salarial desprovido de aumento de produtividade".
Representante do governo no debate, o diretor de Inclusão Social e de Crédito do BNDES, Élvio Gaspar, disse que a questão de qualificação de mão de obra está sendo equacionada por programas como o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). O diretor-executivo da agência municipal Rio Negócios também citou investimentos de universidades estrangeiras na cidade do Rio e o fato de que UFRJ e PUC-RJ devem dobrar de tamanho nos próximos cinco anos.
Odebrecht retrucou que estava preocupado justamente sobre o que aconteceria nos próximos quatro, cinco anos --período no qual acontecerão Copa e Olimpíada.
O diretor do BNDES minimizou ainda a preocupação exposta pelo empresário com a realização da Copa. "Tem um escarcéu pela imprensa que não é muito verdadeiro. Todos os estádios estão andando, um ou outro um pouco mais atrasado. E eu não tenho dúvida de que nós vamos fazer uma grande Copa."
Fonte: UOL
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Local:
Londrina - PR, Brasil
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Mesmo com obras, aeroportos da Copa não atenderão demanda.
A maior parte das obras previstas para os aeroportos da Copa de 2014 serão insuficientes para atender à demanda de passageiros já em 2016, apenas dois anos depois do evento esportivo.
A conclusão faz parte de um estudo coordenado pelo professor Elton Fernandes, do Programa de Engenharia de Produção da Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia).
De acordo com o estudo, ao menos 12 aeroportos das cidades-sede permanecerão com gargalos depois do Mundial de futebol. O motivo é a demanda crescente de passageiros, que poderá dobrar nos próximos sete anos. As exceções são os aeroportos de Brasília, Fortaleza, Manaus e Rio de Janeiro (Galeão).
A Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros, projeta investimento de R$ 5,4 bilhões em 16 terminais da Copa, mas vem enfrentando problemas para começar as obras.
O estudo da Coppe se baseia em padrões internacionais de medição. Um terminal aeroportuário confortável deve ter ao menos 23 m2 por passageiro doméstico no horário de pico, e mais 14 m2 por passageiros internacionais.
No entanto, os pesquisadores cariocas concluíram que, depois de terminadas as obras para a Copa, ainda haverá carência de 366 mil m2 para atender à demanda.
“A média internacional, que levantamos em 114 aeroportos, é de 29,98 metros quadrados por passageiro na hora-pico, enquanto, no Brasil, a maioria está abaixo de 23 metros m2. E essa situação não irá melhorar com as obras previstas pela Infraero”, afirma Fernandes.
A Coppe estima que, mesmo antes do Mundial de futebol, os aeroportos das cidades-sede já estarão operando acima do limite. Com isso, os três milhões de visitantes (brasileiros e estrangeiros) esperados para o evento podem enfrentar problemas para se deslocar durante a competição.
Números defasados
De acordo com os pesquisadores, a demanda prevista pela Infraero para os aeroportos está subdimensionada. Em 2014, os 16 terminais analisados devem receber 187,48 milhões de passageiros, número que representa crescimento de 46,7% em relação à demanda de 2010, que foi de 127,72 milhões.
De acordo com o estudo, o acréscimo de 60 milhões de embarques e desembarques é bastante superior ao número levado em conta pela Infraero no planejamento da expansão do setor.
Os aeroportos que deverão ter a maior taxa de crescimento são Viracopos (Campinas-SP), com 91%, e o Galeão, com 73%.
Fonte: Portal Copa 2014
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Local:
Londrina - PR, Brasil
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