Infraestrutura, planos de Governo, corrupçãp: somos as vitimas de governantes despreparados e sem ética alguma. Até quando?
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Estádios de 2014: cinco cidades ainda não iniciaram obras.
Após inúmeras críticas da Fifa, as obras dos estádios da Copa de 2014 enfim dão sinal de avanço. Mesmo assim, em pelo menos cinco das 12 sedes do Mundial a situação permanece indefinida ou as reformas e construções não começaram.
A demora no início dos trabalhos começa a ameaçar a realização da Copa das Confederações, como mostra levantamento do Portal 2014. O evento-teste acontece daqui a 33 meses, enquanto, segundo o próprio Comitê Organizador da Copa (COL), um estádio leva ao menos 30 para ficar pronto.
A pesquisa mostra que três capitais do Nordeste estão com obras paradas. Recife e Fortaleza já terminaram as licitações, mas não conseguiram tirar suas arenas do papel. Natal, por sua vez, promete lançar o edital na próxima segunda-feira (20/9) e corre o risco de iniciar a construção do Estádio das Dunas apenas em 2011.
No Sudeste, São Paulo ainda patina para definir sua arena. Após o veto ao Morumbi, surgiu como opção o novo estádio do Corinthians. No entanto, o comitê paulista não oficializou a escolha da arena, enquanto o clube permanece alheio ao Mundial, tocando o projeto para 48 mil pessoas.
A situação começa a melhorar em Curitiba. Após um ano de idas e vindas, o Atlético-PR deve assinar na segunda acordo com a prefeitura e o governo do Paraná. Levará R$ 90 milhões com a venda do potencial construtivo, em esquema que ainda depende de aval dos vereadores e dos deputados estaduais.
Belo Horizonte
As obras do Mineirão começaram em janeiro. Segundo o governo, 80% do rebaixamento do gramado foi concluído. A demolição do anel inferior deve terminar em dezembro. Enquanto isso, a licitação para a terceira fase, que define o concessionário por 27 anos, está marcada para outubro. O valor oferecido pelo grupo é de R$ 743,4 milhões, incluindo estádio e esplanada.
Brasília
O Mané Garrincha está em processo de desmonte e demolição. O governo começou a tocar as obras em maio, após o Tribunal de Contas distrital liberar o edital, então suspenso por suspeita de sobrepreço. Vencedor da licitação, o consórcio Via Engenharia/Andrade Gutierrez entrou nas obras no final de julho.
O estádio concorre à abertura e é o segundo mais caro da Copa (R$ 696 milhões). O Ministério Público distrital quer rescindir o contrato e reduzir a capacidade de 72 mil para 30 mil pessoas.
Cuiabá
Após o desmonte e demolição do Verdão, as obras em Cuiabá seguem para a compactação do solo, que prepara a etapa de fundações (leia mais). É o estádio com obras mais avançadas. Custará R$ 342 milhões aos cofres estaduais e será construído pelo consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior.
Curitiba
Prefeitura e governo prometem resolver a situação da Arena da Baixada na próxima segunda-feira. Proprietário do estádio, o Atlético-PR poderá captar R$ 90 milhões em títulos de potencial construtivo para a obra, e bancará outros R$ 30 milhões. As negociações se arrastam há mais de um ano.
Fortaleza
Após seis meses de atraso, o governo do Ceará divulgou nesta semana o vencedor da licitação do Castelão. A demora fez de Fortaleza uma das sedes mais atrasadas da Copa. Se homologado, o consórcio Galvão/Serveng/BWA vai construir (R$ 452,2 milhões) e operar o estádio por oito anos.
Manaus
Em fase de demolição, as obras da Arena Amazônia tiveram um pequeno atraso no cronograma, já que a Andrade Gutierrez teve que trazer máquinas de São Paulo. É um dos estádios em fase mais avançada de obras, que começaram em maio. Orçado em R$ 499,5 milhões, o estádio será bancado com recursos estaduais.
Natal
O governo promete para segunda o lançamento do edital do Estádio das Dunas (R$ 400), único sem concorrência lançada. Obras secundárias tiveram início em maio. Em julho, o governador reduziu o valor dos contratos dos projetos de R$ 27,4 milhões para R$ 4 milhões.
Porto Alegre
O Internacional começou a reforma do Beira-Rio em 29 de agosto, com perfurações para a instalação de estacas que vão dar suporte à cobertura do estádio. As obras de R$ 120 milhões não têm construtora definida.
Recife
Mesmo com a liberação em julho da licença ambiental, as obras da Arena Pernambuco não começaram. A concessionária Odebrecht/ISG/AEG finaliza uma pesquisa arqueológica no terreno, enquanto o governo tenta retirar os últimos posseiros da região. A construção está orçada em R$ 464 milhões.
Rio de Janeiro
Governo iniciou em maio obras secundárias no Maracanã. Após definição do consórcio Andrade Gutierrez/Odebrecht/Delta, em agosto, a reforma (R$ 705 milhões) teve início com o desmonte das cadeiras do anel inferior. Os cariocas já têm como certa a final na cidade.
Salvador
Após iniciar intervenções secundárias em maio, o consórcio OAS/Odebrecht implodiu a estrutura da Fonte Nova em 29 de agosto. Dentro de um mês devem começar as obras de fundação do estádio. Com construção orçada em R$ 591 milhões, o valor nominal do contrato do estádio chega a R$ 1,6 bilhão, já que envolve gestão e manutenção por 35 anos. A cidade é candidatou à abertura e pode ampliar a Fonte Nova de 50 mil para 65 mil lugares.
São Paulo
Após o veto ao Morumbi, São Paulo definiu o estádio do Corinthians para representar a cidade na Copa. No entanto, não há posicionamento oficial do comitê paulista. O clube construirá arena para 48 mil pessoas (R$ 335 milhões) com a Odebrecht e não se compromete a ampliar o estádio para público de 65 mil. São Paulo concorre à abertura da Copa, mas é a única sede indefinida.
Fonte: Portal Copa 2014
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Uma questão de ética - por Reginaldo Gonçalves.
Sediar uma Copa do Mundo visa a uma contrapartida no incremento das receitas com turismo e oportunidades criadas no ambiente interno em infraestrutura, empregabilidade, expansão do comércio local e estímulo às indústrias para capitalizar as oportunidades geradas por esse que é o maior evento esportivo do mundo. Porém, para realizá-lo não basta conquistar o disputado privilégio perante a Fifa. É preciso corresponder às complexas exigências da entidade.
No plano estrutural, são essenciais arenas esportivas com capacidade para atender ao público, sistema de segurança adequado, rede hoteleira para hospedar as seleções e os torcedores de todo o mundo, sistema de atendimento de saúde, rede de transporte público eficaz, implementação e melhoria dos centros comerciais, dentre outros itens. Para suprir todas essas demandas, os investimentos para a Copa de 2014, de acordo com o Site Transparência, estão na ordem de R$ 23,9 bilhões, sendo R$ 5,3 bilhões somente em São Paulo. Grande parte desses valores previstos para a região metropolitana paulista refere-se ao setor de transporte, abrangendo o monotrilho (54% do total), obras nos aeroportos de Guarulhos e Viracopos (38%) e arena (8%).
Todos os gastos anteriormente citados referem-se apenas àqueles que já estão destinados através de fontes de financiamento e investimentos dos governos das várias esferas. De acordo com dados da ABDIB (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base), o aporte total é de R$ 112,8 bilhões, R$ 33,9 bilhões somente em São Paulo. Este montante, diferente do que aparece no Portal da Transparência, contempla obras de mobilidade urbana, rede hoteleira e hospitalar.
"Para suprir todas essas demandas, os investimentos para a Copa de 2014, de acordo com o Site Transparência, estão na ordem de R$ 23,9 bilhões, sendo R$ 5,3 bilhões somente em São Paulo"
No caso do Estádio do Corinthians, em Itaquera –apelidado de Itaquerão–, os recursos destinados de R$ 400 milhões previstos no Portal da Transparência, ou R$ 350 milhões apontados pela ABDIB, há que se considerar, ainda, os incentivos fiscais da prefeitura paulistana para cobertura da proposta da Construtora Norberto Odebrecht. Somente nessa obra estão previstos investimentos de R$ 1 bilhão, com custos iniciais efetuados pelo Corinthians de R$ 700 milhões. A proposta final ficou em torno de R$ 850 milhões. A prefeitura participará com R$ 420 milhões em estímulos fiscais, deixando de recolher esse valor aos cofres públicos.
Somente com a obra do estádio em Itaquera, o valor foi majorado em aproximadamente 142,8% em relação às estimativas iniciais da ABDIB. Isso poderá gerar surpresas futuras também com as outras obras espalhadas pelo país, com sacrifício orçamentário de prefeituras e governos estaduais.
Se houver majoração semelhante para todos os gastos previstos na cidade de São Paulo, o valor poderá chegar a R$ 82 bilhões e no Brasil, a R$ 274 bilhões. Alguns gastos ainda carecem de estimativas e outros estão subavaliados, como no caso de São Paulo –o investimento previsto é de R$ 1 bilhão, que hoje é muito baixo em relação às necessidades de saúde somente da zona leste.
A situação agrava-se em virtude da demora do início das obras e vários processos para que sejam verificados os procedimentos relativos aos benefícios fiscais e a forma de garantia dos financiamentos, assim como a situação da própria exploração dos estádios. Na cidade de São Paulo, há vários processos em andamento na Câmara dos Vereadores, contra procedimentos estabelecidos na parceria entre a prefeitura, Corinthians e a Construtora Norberto Odebrecht. Isso poderá prejudicar a manutenção da obra já iniciada.
"A população da zona leste de São Paulo sempre esperou, em vão, por obras que melhorassem a qualidade da vida na região, sempre usada como trampolim político"
Outras questões, no caso da cidade de São Paulo, carecem de esclarecimentos, como o problema enfrentado com a Petrobrás, relativos aos dutos de óleo que passam por baixo do estádio. Não ficou claro quem vai bancar a obra de desvio das tubulações. A estatal já sinalizou que os custos não sairão de seu bolso e o projeto da construtora não inclui essa despesa ou uma obra de infraestrutura que possa garantir a segurança dos dutos sem um problema ambiental para toda a região. Aliás, em todo o projeto faltam discussão e verbas destinadas à recuperação socioambiental.
A população da zona leste de São Paulo sempre esperou, em vão, por obras que melhorassem a qualidade da vida na região, sempre usada como trampolim político, mas esquecida em sua reivindicação por melhor transporte coletivo, saúde, ruas e estradas melhores, mais segurança, empregabilidade e melhores alternativas de lazer e cultura. Para o Itaquerão, contudo, os recursos aparecem. É preciso priorizar os investimentos que atendam às populações mais humildes. Está na hora da ética imperar e de se acabar com a politicagem e a omissão.
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Mesmo com obras, aeroportos da Copa não atenderão demanda.
A maior parte das obras previstas para os aeroportos da Copa de 2014 serão insuficientes para atender à demanda de passageiros já em 2016, apenas dois anos depois do evento esportivo.
A conclusão faz parte de um estudo coordenado pelo professor Elton Fernandes, do Programa de Engenharia de Produção da Coppe/UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia).
De acordo com o estudo, ao menos 12 aeroportos das cidades-sede permanecerão com gargalos depois do Mundial de futebol. O motivo é a demanda crescente de passageiros, que poderá dobrar nos próximos sete anos. As exceções são os aeroportos de Brasília, Fortaleza, Manaus e Rio de Janeiro (Galeão).
A Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros, projeta investimento de R$ 5,4 bilhões em 16 terminais da Copa, mas vem enfrentando problemas para começar as obras.
O estudo da Coppe se baseia em padrões internacionais de medição. Um terminal aeroportuário confortável deve ter ao menos 23 m2 por passageiro doméstico no horário de pico, e mais 14 m2 por passageiros internacionais.
No entanto, os pesquisadores cariocas concluíram que, depois de terminadas as obras para a Copa, ainda haverá carência de 366 mil m2 para atender à demanda.
“A média internacional, que levantamos em 114 aeroportos, é de 29,98 metros quadrados por passageiro na hora-pico, enquanto, no Brasil, a maioria está abaixo de 23 metros m2. E essa situação não irá melhorar com as obras previstas pela Infraero”, afirma Fernandes.
A Coppe estima que, mesmo antes do Mundial de futebol, os aeroportos das cidades-sede já estarão operando acima do limite. Com isso, os três milhões de visitantes (brasileiros e estrangeiros) esperados para o evento podem enfrentar problemas para se deslocar durante a competição.
Números defasados
De acordo com os pesquisadores, a demanda prevista pela Infraero para os aeroportos está subdimensionada. Em 2014, os 16 terminais analisados devem receber 187,48 milhões de passageiros, número que representa crescimento de 46,7% em relação à demanda de 2010, que foi de 127,72 milhões.
De acordo com o estudo, o acréscimo de 60 milhões de embarques e desembarques é bastante superior ao número levado em conta pela Infraero no planejamento da expansão do setor.
Os aeroportos que deverão ter a maior taxa de crescimento são Viracopos (Campinas-SP), com 91%, e o Galeão, com 73%.
Fonte: Portal Copa 2014
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Infraero muda cálculo e "aumenta" capacidade dos aeroportos da Copa.
A Infraero alterou a metodologia usada para calcular a capacidade dos 13 aeroportos que servirão à Copa. Com isso, mesmo sem mudanças nos planos de investimentos, os terminais poderão receber 100 milhões de passageiros a mais por ano. A informação é do jornal "Folha de S.Paulo".
Antes do novo cálculo da estatal, os aeroportos das 12 cidades-sede (mais Campinas-SP) estavam aptos a receber 95 milhões de usuários por ano. No entanto, em 2010, 104 milhões de passageiros passaram pelos terminais.
Os investimentos programados até 2014, da ordem de R$ 6,4 bilhões, previam um aumento na capacidade de 55 milhões de passageiros/ano. No total, durante o Mundial, 150 milhões poderiam utilizar os 13 areroportos.
Segundo estimativa da Infraero, em 2014, 152,6 milhões de passageiros devem passar pelos aeroportos da Copa. O novo cálculo elevou a capacidade para 256,8 milhões de pessoas. Além de conter a demanda, a "nova" infraestrutura dará uma folga de 41% ao sistema.
Segundo a estatal, a nova metodologia é baseada nos avanços tecnológicos e na mudança de perfil dos usuários. O superintendente de Planejamento da Infraero, Walter Américo, também afirma que os voos na madrugada influenciaram os cálculos. "Os aeroportos ficam abertos 24 horas, mas não considerávamos a madrugada no cálculo da capacidade. Mas agora há muitos voos [nesse período]", disse ao jornal.
Fonte: Portal Copa 2014
Antes do novo cálculo da estatal, os aeroportos das 12 cidades-sede (mais Campinas-SP) estavam aptos a receber 95 milhões de usuários por ano. No entanto, em 2010, 104 milhões de passageiros passaram pelos terminais.
Os investimentos programados até 2014, da ordem de R$ 6,4 bilhões, previam um aumento na capacidade de 55 milhões de passageiros/ano. No total, durante o Mundial, 150 milhões poderiam utilizar os 13 areroportos.
Segundo estimativa da Infraero, em 2014, 152,6 milhões de passageiros devem passar pelos aeroportos da Copa. O novo cálculo elevou a capacidade para 256,8 milhões de pessoas. Além de conter a demanda, a "nova" infraestrutura dará uma folga de 41% ao sistema.
Segundo a estatal, a nova metodologia é baseada nos avanços tecnológicos e na mudança de perfil dos usuários. O superintendente de Planejamento da Infraero, Walter Américo, também afirma que os voos na madrugada influenciaram os cálculos. "Os aeroportos ficam abertos 24 horas, mas não considerávamos a madrugada no cálculo da capacidade. Mas agora há muitos voos [nesse período]", disse ao jornal.
Fonte: Portal Copa 2014
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
Copa: Manaus, Recife, Natal e Cuiabá são as piores em saneamento.
Entre as cidades-sede da Copa, Manaus, Recife, Natal e Cuiabá são as que apresentam os piores índices de saneamento básico, com menos de 40% do esgoto coletado. O resultado consta de estudo divulgado ontem (26) pelo Instituto Trata Brasil, que analisou dados de 2009.
A capital do Amazonas ocupa a última posição desde 2003, quando teve início o levantamento. Lá, apenas 11% da população têm acesso à rede de coleta. Além disso, o índice de esgoto tratado caiu de 38% para 23% em um ano.
Em Cuiabá e Natal, praticamente dois terços dos habitantes não são atendidos pela coleta (confira tabela). O percentual de dejetos que recebem tratamento também é dos mais baixos do país, alcançando 22% e 14%, respectivamente.
Das cidades que receberão o Mundial de futebol em 2014, o destaque negativo é a capital pernambucana. De acordo com o estudo, o percentual de habitantes com acesso à coleta caiu de 47% para 39%.
No ranking geral, que lista 81 cidades com mais de 300 mil habitantes, Recife despencou da 48ª para a 64ª posição em apenas um ano.
O estudo leva em conta dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), compilados pelo Ministério das Cidades. As informações são fornecidas pelas empresas operadores dos serviços nas cidades.
Extremos
O outro extremo da tabela mostra uma situação bastante diferente. As cidades de Curitiba, Brasília e Belo Horizonte, que universalizaram o acesso à água tratada, ocupam as primeiras posições.
Por coletar 85% e tratar 78% do esgoto gerado na cidade, a capital paranaense é a melhor ranqueada entre as sedes da Copa e a quinta na lista geral.
São Paulo (22), Porto Alegre (23), Fortaleza (32) e Salvador (35) também aparecem na metade de cima da tabela. Já o Rio de Janeiro, sede da final da Copa e da Olimpíada de 2016, ocupa apenas a 46ª posição geral.
Além disso, quatro municípios fluminenses aparecem entre os 10 piores em saneamento: Duque de Caxias, Belford Roxo, São João do Meriti e Nova Iguaçu.
Lento
De acordo com o estudo, o Brasil tem mostrado avanços na ampliação dos serviços de saneamento básico, mas as melhorias ocorrem lentamente.
Entre 2003 e 2009, houve avanço de 2,9% no atendimento de água tratada, 12,1% na coleta e 7,8% no tratamento de esgoto. “Apesar de serem números relevantes, são muito baixos para o período”, diz Édison Carlos, presidente do Trata Brasil.
Com isso, o país fica cada vez mais longe da chamada “universalização”, quando a totalidade da população tem acesso aos serviços de saneamento.
O levantamento constatou que apenas 57% do esgoto gerado nos maiores municípios brasileiros é coletado pelas empresas prestadoras de serviço. O índice é ainda mais baixo quando se considera o volume tratado em comparação com o consumo de água, que atingiu média de 39% em 2009.
Para se ter ideia da dimensão dos danos, as 81 cidades despejaram por dia cinco bilhões de litros de esgoto sem tratamento no meio ambiente. O equivalente a duas mil piscinas olímpicas.
A situação só fica melhor em relação à água tratada. O estudo mostra que 66 cidades informaram atender mais de 80% da população com o serviço, sendo que 20 universalizaram o acesso.
Fonte: Portal Copa 2014
A capital do Amazonas ocupa a última posição desde 2003, quando teve início o levantamento. Lá, apenas 11% da população têm acesso à rede de coleta. Além disso, o índice de esgoto tratado caiu de 38% para 23% em um ano.
Em Cuiabá e Natal, praticamente dois terços dos habitantes não são atendidos pela coleta (confira tabela). O percentual de dejetos que recebem tratamento também é dos mais baixos do país, alcançando 22% e 14%, respectivamente.
Das cidades que receberão o Mundial de futebol em 2014, o destaque negativo é a capital pernambucana. De acordo com o estudo, o percentual de habitantes com acesso à coleta caiu de 47% para 39%.
No ranking geral, que lista 81 cidades com mais de 300 mil habitantes, Recife despencou da 48ª para a 64ª posição em apenas um ano.
O estudo leva em conta dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), compilados pelo Ministério das Cidades. As informações são fornecidas pelas empresas operadores dos serviços nas cidades.
Extremos
O outro extremo da tabela mostra uma situação bastante diferente. As cidades de Curitiba, Brasília e Belo Horizonte, que universalizaram o acesso à água tratada, ocupam as primeiras posições.
Por coletar 85% e tratar 78% do esgoto gerado na cidade, a capital paranaense é a melhor ranqueada entre as sedes da Copa e a quinta na lista geral.
São Paulo (22), Porto Alegre (23), Fortaleza (32) e Salvador (35) também aparecem na metade de cima da tabela. Já o Rio de Janeiro, sede da final da Copa e da Olimpíada de 2016, ocupa apenas a 46ª posição geral.
Além disso, quatro municípios fluminenses aparecem entre os 10 piores em saneamento: Duque de Caxias, Belford Roxo, São João do Meriti e Nova Iguaçu.
Lento
De acordo com o estudo, o Brasil tem mostrado avanços na ampliação dos serviços de saneamento básico, mas as melhorias ocorrem lentamente.
Entre 2003 e 2009, houve avanço de 2,9% no atendimento de água tratada, 12,1% na coleta e 7,8% no tratamento de esgoto. “Apesar de serem números relevantes, são muito baixos para o período”, diz Édison Carlos, presidente do Trata Brasil.
Com isso, o país fica cada vez mais longe da chamada “universalização”, quando a totalidade da população tem acesso aos serviços de saneamento.
O levantamento constatou que apenas 57% do esgoto gerado nos maiores municípios brasileiros é coletado pelas empresas prestadoras de serviço. O índice é ainda mais baixo quando se considera o volume tratado em comparação com o consumo de água, que atingiu média de 39% em 2009.
Para se ter ideia da dimensão dos danos, as 81 cidades despejaram por dia cinco bilhões de litros de esgoto sem tratamento no meio ambiente. O equivalente a duas mil piscinas olímpicas.
A situação só fica melhor em relação à água tratada. O estudo mostra que 66 cidades informaram atender mais de 80% da população com o serviço, sendo que 20 universalizaram o acesso.
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Presidente da Câmara rebate rumores sobre Copa fora do Brasil.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse hoje (27) que o país não corre o risco de ter a Copa do Mundo de 2014 cancelada por causa de atrasos nas obras dos estádios. Segundo ele, é uma “irresponsabilidade” declarações sobre o assunto a três anos dos jogos.
“Vamos realizar uma bela Copa do Mundo e o Parlamento vai contribuir para esse debate”, disse acrescentando que até o fim do ano o Congresso deverá concluir a votação da Lei Geral da Copa, que inclui todas as exigências da Fifa para o evento no Brasil.
A matéria está na Câmara aguardando votação. Hoje à tarde, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, deverá se reunir com Marco Maia para tratar da análise do projeto. “Até o fim do ano, vamos votar [a proposta] na Câmara e no Senado. Vamos trabalhar com celeridade, com rapidez e muita força para viabilizar mais rapidamente o projeto”, destacou.
Marco Maia disse que até 2013 todas as obras estarão prontas. E lembrou que esteve nas obras da abertura da Copa, no Rio de Janeiro, acompanhando o trabalho. “Os recursos estão todos liberados e garantidos.”
Fonte: Agência Brasil
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Sinal amarelo para as cias aéreas.
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) alertou nesta terça-feira para tempos difíceis para a indústria da aviação e o presidente da Thai Airways, Piyasvasti Amranand, disse nesta terça-feira que a turbulência nos mercados financeiros como os da Europa e Estados Unidos é "assustadora".
O diretor-geral e presidente-executivo da Iata, Tony Tyler, disse também que o sistema de comércio de emissões de carbono da União Europeia aumentará as pressões financeiras sobre as companhias aéreas, apesar de uma oferta de licenças gratuitas, que ele criticou como "ginástica linguística".
A associação já avisou que a fraca economia global levará a uma queda de 29% no lucro das companhias aéreas em 2012, para US$ 4,9 bilhões, e a uma redução de margens de lucro da indústria de 1,2% para 0,8% este ano.
"Há muita incerteza sobre a economia mundial, obviamente na Europa e Estados Unidos", disse Tyler a jornalistas.
A Iata, cujos 230 membros são responsáveis por mais de 93% do tráfego aéreo internacional, previu um crescimento econômico global de 2,4% em 2012, abaixo da projeção de 4% feita pelo Fundo Monetário Internacional.
"Não estamos prevendo uma recessão", disse Tyler.
Ainda assim, o crescimento global é altamente vinculado à performance financeira das companhias aéreas. Quando o crescimento cai abaixo de 2%, a indústria de aviação perde dinheiro, diz a Iata.
A volatilidade nos mercados financeiros na semana passada colocou mais pressão sobre a indústria da aviação.
"A crise recente do mercado é realmente assustadora", disse o presidente da Thai Airways. "As economias da Europa e dos Estados Unidos estão realmente desacelerando", disse ele.
Fonte: UOL
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